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CHARBEL NEWS

Soja

Tendência altista com demanda aquecida no Brasil

10/06/2017 - 15h24

Mercado da soja toma outro rumo na semana, e encerra em alta.

Uma Bela semana !

Charbel Felipe Silva

Tendência altista com demanda aquecida no Brasil

No mercado brasileiro, a tendência é altista para os preços da soja, diante do forte ritmo de exportações nos primeiros cinco meses deste ano, dólar em patamar mais elevado, demanda compradora firme, vendedores retraídos e prêmios positivos nos portos brasileiros. Além disso, as cotações futuras em Chicago voltaram a ganhar maior estabilidade nos últimos dias e o relatório de Junho do USDA não trouxe nenhume fundamento baixista para o mercado. A firme demanda e a retração de produtores brasileiros, que mostram preferência por negociar maiores lotes no próximo semestre, impulsionaram as cotações da soja no Brasil. Além disso, o aumento dos contratos futuros na Bolsa de Chicago, devido às condições climáticas desfavoráveis ao semeio nos Estados Unidos, a alta cambial (Real por dólar) e a elevação do prêmio de exportação do Brasil foram fatores de alta.

 

A expectativa de maior taxa cambial nos próximos meses também retrai parte dos produtores. Nos últimos sete dias, o Indicador da soja Paranagá ESALQ/BM&F referente ao grão depositado no corredor de exportação e negociado na modalidade spot (pronta entrega), no Porto de Paranaguá, apresenta expressiva alta de 3,4%, cotado a R$ 69,35 por saca de 60 Kg. A média ponderada da soja no Paraná, refletida no Indicador CEPEA/ESALQ registra expressiva alta de 4,2% nos últimos sete dias, cotado a R$ 64,41 por saca de 60 Kg. Nos últimos sete dias, as cotações da soja registram alta de 3,8% no mercado de balcão (preço pago ao produtor) e 3,6% no de lotes (negociações entre empresas).

 

Quanto aos prêmios, no Porto de Paranaguá (PR), o embarque Junho/2017 do grão tem comprador a +US$ 0,45 por bushel. Do lado da demanda, as vendas externas continuam elevadas, com expectativa de maiores comercializações com a China, maior importadora mundial de soja. Na parcial de 2017, o Brasil enviou ao país asiático 27,52 milhões de toneladas da oleaginosa, volume que representa 79,1% do total de embarques de soja do País para o período. Quanto à demanda doméstica, os produtores estão retraídos, na expectativa de que as indústrias elevem as aquisições do grão, devido aos baixos estoques da oleaginosa. A demanda por farelo e óleo segue aquecida.

 

Referente aos preços dos derivados, os valores do farelo de soja registram alta de 0,7% nos últimos sete dias. O óleo de soja, registra um leve recuo de 0,1% nos últimos sete dias, cotado a R$ 2.592,24 por tonelada (posto em São Paulo com 12% de ICMS). O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou na sexta-feira (09/06) novas estimativas de oferta e demanda, que indicam produção brasileira em 114 milhões de toneladas, em linha com a Conab. As exportações brasileiras foram revisadas para 62,4 milhões de toneladas, 0,8% acima do previsto no mês passado. Os compradores estão atentos à finalização da colheita na Argentina, que chega a 90% do total da área cultivada, cenário que também pode pressionar os valores brasileiros, devido à maior competividade com o mercado internacional.

 

Nos Estados Unidos, o plantio foi interrompido pelo excesso de chuva no início do ciclo e, agora, o calor intenso e as baixas precipitações preocupam os produtores norte-americanos. Até o dia 4 de junho, 83% da área destinada à soja havia sido semeada, aumento de 16% em uma semana e 4% acima da média dos últimos cinco anos. Na Bolsa de Chicago, o primeiro vencimento (Julho/2017) da soja em grão registra alta de 2,8% nos últimos sete dias, cotado a US$ 9,41 por bushel. Para o farelo de soja, o contrato Julho/2017 acumula alta de 3,1% no mesmo comparativo, a US$ 337,41 por tonelada. O contrato de mesmo vencimento do óleo de soja registra alta de 2,0% nos últimos sete dias, a US$ 702,17 por tonelada. Fontes: Cepea e Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica.