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CHARBEL NEWS

Soja

Soja fecha a semana pressionada por Chicago

25/06/2017 - 19h40

" O descasamento do preço da soja em grão, do  óleo ,sempre acontece, por variados fatores .

Uma Ótima semana !

Charbel Felipe Silva

 

 

A tendência é de pressão baixista sobre os preços da soja no curto prazo no mercado brasileiro, em decorrência dos recuos das cotações futuras em Chicago, do clima favorável à safra 2017/2018 dos Estados Unidos e do avanço da colheita e da oferta da safra argentina de 2016/2017. As cotações do óleo de soja subiram no mercado brasileiro, chegando aos maiores patamares desde fevereiro deste ano, em termos nominais. A alta esteve atrelada à firme demanda doméstica, especialmente pelo setor de biodiesel. Além disso, os valores foram influenciados pelo crescimento nas exportações, que resultou em aumento no prêmio de exportação. Considerando-se os meses de junho, os prêmios deste derivado com vencimento em julho estão nos maiores patamares desde 2004. Embora os prêmios tenham recuado na semana passada, ainda são os maiores valores históricos para este período.

 

Em São Paulo, os valores do óleo de soja registram forte alta de 2,7% nos últimos sete dias, a R$ 2.646,24 por tonelada (posto em São Paulo com 12% de ICMS), o maior valor desde 15 de fevereiro deste ano. Na contramão deste movimento de alta, os valores de soja em grão e de farelo vêm se enfraquecendo, resultado da diminuição nos embarques brasileiros e da expectativa de estoques elevados no fim desta temporada 2016/2017, cenário que tem deixado os compradores cautelosos nas negociações.

 

 Os produtores, por sua vez, têm expectativa de que os preços subam no segundo semestre, fundamentados na elevação do dólar frente ao Real. A média ponderada da soja no Paraná, refletida no Indicador CEPEA/ESALQ registra queda de 1,6% nos últimos sete dias, a R$ 63,44 por saca de 60 Kg.

 

Nos últimos sete dias, o Indicador da soja Paranaguá ESALQ/BM&F, referente ao grão depositado no corredor de exportação e negociado na modalidade spot (pronta entrega), no Porto de Paranaguá, registra recuo de 0,7% nos últimos sete dias, cotado a R$ 68,94 por saca de 60 Kg. Nos últimos sete dias, as cotações da soja registram queda de 1,0% no mercado de balcão (preço pago ao produtor) e 1,2% no de lotes (negociações entre empresas). Para o farelo de soja, os preços registram recuo de 0,7% nos últimos sete dias. A queda nos preços internos esteve atrelada também à maior oferta na Argentina e a expectativas de safra volumosa na temporada 2017/2018 nos Estados Unidos. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, na Argentina, 97,5% da safra 2016/2017 foi colhida até o dia 22 de junho.

 

Nos Estados Unidos, as recentes chuvas vêm beneficiando o desenvolvimento das lavouras, cenário que gera expectativas de maior disponibilidade do grão, visto que a área semeada com a oleaginosa é recorde. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o plantio de soja já alcançou 96% da área norte-americana, mais que os 93% na média dos últimos cinco anos. As condições entre boas e excelentes subiram 1%, para 67%. Estão em condições médias 26% das lavouras e ruins, apenas 7%. Na Bolsa de Chicago, o primeiro vencimento (Julho/2017) da soja em grão apresenta recuo de 3,3% nos últimos sete dias, já se aproximando dos US$ 9 por bushel, o menor valor desde março de 2016. Para o farelo de soja, o contrato Julho/2017 registra baixa de 2,3% no mesmo comparativo, a US$ 323,86 por tonelada. O contrato de mesmo vencimento do óleo de soja registra queda de 3,6% nos últimos sete dias, a US$ 695,55 por tonelada. Fontes: Cepea e Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica.