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CHARBEL NEWS

Soja

Soja :Tendência de sustentação de preços no Brasil

02/07/2017 - 18h56

Preço da soja deve manter firme , em especial por conta do câmbio.O mercado agora esta voltado para o desenvolvimento da safra americana. A semana que se incia, será parada em Chicago, por conta do feriado da independência do USA nessa terça feira ( eles tambem emendam como nós )

Uma Ótima semana !

Charbel Felipe 

Tendência é de sustentação dos preços no Brasil

Os preços da soja seguem em tendência de sustentação no mercado brasileiro, mesmo com os recuos dos futuros em Chicago. O bom ritmo de exportações, os prêmios mais elevados nos portos e a a alta do dólar amenizam o recuo das cotações futuras em Chicago. Os preços de soja e farelo de soja caíram no mercado brasileiro no mês de junho, especialmente a partir da segunda quinzena. Essa queda esteve atrelada à finalização da safra na Argentina, ao expressivo excedente no Brasil, apesar das exportações crescentes, e às expectativas de boa oferta da temporada 2017/2018 nos Estados Unidos. Pesou também a 2ª safra recorde de milho e a necessidade de liberar espaço nos armazéns para o cereal. Apesar disso, as baixas internas foram limitadas pela valorização do dólar em relação ao Real. Em junho, a moeda norte-americana teve média de R$ 3,29, 2,7% acima da média de maio e a maior de 2017, cenário que manteve produtores retraídos e com expectativas de melhor receita na venda do grão no segundo semestre.

 

No mês de junho, a média do Indicador CEPEA/ESALQ Paraná foi de R$ 63,55 por saca de 60 Kg, baixa de 0,8% frente à média de maio.  Quanto ao Indicador da soja ESALQ/BM&F Paranaguá, a média de R$ 68,90 por saca de 60 Kg em junho se mantém praticamente estável na comparação com a média do mês anterior.

 

Grande parte das indústrias brasileiras se abasteceu até o início de junho e, agora, sinaliza ter estoques para consumo de um a dois meses, cenário que também pesou sobre os valores da oleaginosa nos últimos sete dias. Para o farelo de soja, a queda foi mais acentuada, uma vez que compradores domésticos estiveram cautelosos, adquirindo lotes para consumo a curto prazo. Essa posição retraída, por sua vez, está atrelada às expectativas de estoques de passagem elevados no País, fundamentados na safra recorde de soja. Os preços do farelo de soja apresentam queda de 1,4% nos últimos sete dias e de 1,1% entre maio e junho. Além disso, houve maior demanda por óleo de soja, o que aumenta a produção de farelo. Para cada tonelada do grão processado, 78% são alocados para o farelo e apenas 19%, para o óleo de soja. A maior procura por óleo de soja veio do setor de biodiesel e das exportações.

 

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), na parcial de junho (de 1º a 23), a média diária de óleo de soja embarcado foi 65,5% maior que a de maio e 16,7% acima da de junho de 2016. Assim, os valores do óleo de soja registram alta de 0,1% nos últimos sete dias e de 3,8% entre maio e junho, com média de R$ 2.611,20 por tonelada em junho (posto em São Paulo com 12% de ICMS). A maior média mensal desde janeiro, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI de maio/2017). Agentes de mercado também estão atentos ao desenvolvimento da safra nos Estados Unidos, uma vez que, a partir desta semana, as lavouras norte-americanas entram em período crítico de desenvolvimento, quando qualquer mudança climática desfavorável, por menor que seja, pode prejudicar a produtividade.

 

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), até o dia 25 de junho, 66% da safra estava entre condições boas e excelentes, queda de 1% em relação à semana anterior e abaixo dos 72% em igual período de 2016. Em condições ruins estavam 7% da área, aumento de 1% e acima dos 5% no mesmo período da temporada anterior. Em condições médias estavam 26% das lavouras. Com a queda na qualidade da safra, os preços futuros do grão apresentam avanço nos Estados Unidos nos últimos dias. A alta, entretanto, não foi suficiente para impedir que as cotações caíssem na média do mês de junho, registrando a menor média mensal desde março de 2016, em termos nominais (levando-se em conta o primeiro vencimento). Se considerados apenas os meses de junho, em junho de 2017, os futuros de soja na Bolsa de Chicago tiveram a menor média desde 2007, quando os valores estiveram abaixo do patamar de US$ 9,00 por bushel, em termos nominais.

. Fontes: Cepea e Carlos Cogo Consultoria