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CHARBEL NEWS

Açucar

Açúcar : menor oferta dá mais sustentação ao preço

30/10/2017 - 21h44

Mercado interno reagindo um pouco toda semana.Vendas das usinas muito boas, por conta que mercado mudou a tendência e alguns varejos com  baixos estoques .Nessa segunda(30/10) bolsa de NY  fecha em alta . 

Abraço !

Charbel Felipe silva

Açúcar: menor oferta dá mais sustentação ao preço

Em São Paulo, as cotações do açúcar cristal estão em alta desde o início deste mês. Na semana passada, as chuvas voltaram a atrapalhar a colheita em algumas regiões produtoras do estado de São Paulo, fortalecendo o movimento altista dos preços. Além disso, a produção de açúcar divulgada pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) foi menor na primeira quinzena de outubro, o que também favorece a elevação das cotações. O Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal, cor Icumsa entre 130 e 180, registra forte alta de 3,7% nos últimos sete dias, cotado a R$ 57,14 por saca de 50 Kg. Na primeira quinzena de outubro, as usinas do estado de São Paulo paulistas produziram 1,346 milhão de toneladas de açúcar, volume 15,03% inferior ao do mesmo período do ano passado.

 

A moagem da cana-de-açúcar em São Paulo totalizou 19,288 milhões de toneladas na quinzena, 4,89% menor em relação à mesma quinzena da temporada passada. No contexto internacional, os contratos futuros do açúcar demerara na Bolsa de Nova York continuaram pressionados pelas expectativas de superávit na produção global de açúcar na maior parte da semana passada. Segundo a Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a Índia pode ter produção superior a 27 milhões de toneladas de açúcar na atual temporada 2017/2018, com aumento de 25% em relação à safra 2016/2017. O USDA indicou, ainda, que as expectativas são de que a produção da União Europeia apresente salto de 19,8%, atingindo 21,9 milhões de toneladas.

 

Quanto ao Brasil, as usinas da Região Centro-Sul do País vêm destinando um volume maior da cana-de-açúcar à produção de etanol. O último relatório da Unica indicou que, na primeira quinzena deste mês, 56,24% da cana-de-açúcar foi destinada à produção do biocombustível e 43,76%, para a de açúcar, limitando a queda. Na sexta-feira (27/10), no entanto, as cotações do demerara fecharam em forte alta, de forma semelhante a outras commodities de liquidez elevada na ICE futures. O motivo para a elevação foi uma possível mudança no comando do Fed (Federal Reserve), o Banco Central norte-americano.

 

O açúcar demerara (contrato Março/2018) registra alta de 4,50% nos últimos sete dias na Bolsa de Nova York, cotado a 14,63 centavos de dólar por libra-peso. Segundo a Secretaria de Comércio de Exterior (Secex), com relação às exportações de açúcar, no acumulado desta safra (de abril/2017 a setembro/2017), o Brasil vendeu 16,080 milhões de toneladas ao mercado internacional, volume 5,16% superior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior (15,291 milhões de abril/16 a setembro/16). Entre os principais importadores no período, Bangladesh está em primeiro lugar, totalizando 1,689 milhão de toneladas, seguido pelos Emirados Árabes, com total de 1,557 milhão de toneladas.

 

O Indicador de Açúcar Cristal ESALQ/BVMF, referente ao produto posto no Porto de Santos (SP) ou com custos equivalentes, sem impostos, cor Icumsa máxima de 150, que inclui vendas domésticas e para exportação, apresenta elevação de 4,56% nos últimos sete dias, cotado a R$ 57,99 por saca 50 Kg. . Fonte: Cepea. Adaptado por Carlos Cogo Consultoria e Charbel Felipe