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CHARBEL NEWS

Açucar

Açúcar : Preços Esalq em alta com menor oferta disponivel

17/04/2018 - 8h42

Preço do açúcar continua firme, em niveis muito baixos , o que nos leva  a acreditar  que mesmo a partir de maio, quando a maior usina mineira começa a ofertar açúcar da safra nova, os preços não devem ceder.Charbel Felipe Silva

Açúcar: preço em alta com menor oferta disponível

Em São Paulo, a maior quantidade de açúcar cristal que tem sido negociada no mercado spot refere-se a lotes da temporada anterior (2017/2018), encerrada em março. Da safra nova (2018/2019), iniciada oficialmente neste mês, apenas alguns lotes têm sido captados nas negociações do spot, mas ainda em pequenas quantidades. Esse cenário comprova que, ao menos até a primeira quinzena deste mês, as usinas do Estado têm direcionado um maior volume da cana-de-açúcar da nova temporada para a produção do etanol, fato que tem dado suporte aos preços domésticos do açúcar. A média do Indicador do açúcar cristal CEPEA/ESALQ, cor Icumsa de 130 até 180, é de R$ 55.07por saca de 50 Kg, 2,3% superior à da semana anterior (de R$ 53,83 por saca de 50 Kg). 

 

Por outro lado, espera-se que, até o final deste mês, a grande maioria das usinas de São Paulo já esteja em operação. O possível aumento da oferta de açúcar da nova safra nos próximos dias pode inverter a tendência de alta no mercado spot. Além disso, as desvalorizações externas do demerara também podem influenciar uma baixa dos preços internos. Os contratos Maio/2018 e Julho/2018, negociados na Bolsa de Nova York, permanecem pressionados nos últimos sete dias, aproximando-se dos 11,00 centavos de dólar por libra-peso. Nem mesmo as fortes valorizações externas do petróleo impediram a queda nos preços do açúcar. O petróleo tipo Brent chegou a ser negociado acima dos US$ 72,00 por barril, valor que não era visto desde novembro de 2014. A alta do petróleo tende a aumentar o mix de produção das usinas brasileiras para o etanol, em detrimento da produção de açúcar, confirmando as tendências. O peso das previsões que vêm se confirmando sobre o superávit mundial da produção do açúcar tem anulado fatores altistas.

 

A Índia (maior consumidor de açúcar do mundo) produziu 28,18 milhões de toneladas do adoçante até o dia 31 de março deste ano, o que deve estar gerando algum excedente na produção local, já que o consumo anual do país, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), é de 26,5 milhões de toneladas de açúcar. Isso vem sugerindo que a Índia exportará alguma fatia desse excesso, para evitar uma forte queda nos preços domésticos, o que prejudicaria produtores locais. Nos últimos sete dias, as cotações do açúcar demerara (contrato Maio/2018) registram queda de 2,11% na Bolsa de Nova York, a 12,08 centavos de dólar por libra-peso. Em São Paulo, no atacado, o Indicador de Cristal Empacotado está cotado a R$ 6,20 por saca de 5 Kg, alta de 2,03% nos últimos sete dias.  Fonte: Cepea. Adaptado por Carlos Cogo Consultoria e Charbel Felipe