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CHARBEL NEWS

Arroz

Tendência de alta do arroz no segundo semestre

28/06/2018 - 20h27

A trajetória de alta do arroz iniciada em abril vem se sustentando pela menor oferta do casca no mercado, ajudada em especial pelo aumento do dólar, beneficiando as exportações, e safra menor em 2018. Charbel Felipe

Tendência de alta do arroz no segundo semestre

A tendência é de alta dos preços do arroz em casca e beneficiado no segundo semestre de 2018, no mercado brasileiro, diante da alta do dólar para o patamar entre R$ 3,70 e R$ 3,80, que está elevando o volume de exportações e reduzindo as importações desde janeiro do corrente ano. Considerando o ano civil de 2018, entre janeiro e maio, o volume de arroz exportado pelo Brasil foi de 815.475 toneladas (base casca), 179% acima do montante embarcado no mesmo período do ano passado, de apenas 292.330 toneladas (base casca). Neste mesmo período de 2018, as importações brasileiras de arroz atingiram somente 309.103 toneladas (base casca), com retração de 46% em relação às 568.741 toneladas (base casca) importadas no mesmo período do ano passado.

 

Com isso, na parcial deste ano de 2018, as exportações brasileiras de arroz superam largamente as importações, em 506.372 toneladas (base casca), com o País recuperando o status de exportador líquido no corrente ano. De janeiro a maio deste ano, do volume total importado pelo Brasil, 79,8% foram oriundos do Paraguai. As importações de arroz do Uruguai e da Argentina, neste mesmo período, foram relativamente pequenas, de 28.264 toneladas (base casca) e 27.339 toneladas (base casca), respectivamente. Os três países – Paraguai, Uruguai e Argentina – estão efetuando bons volumes de embarques para terceiros mercados.

 

Com isso, os excedentes exportáveis destinados ao Brasil devem ficar mais restritos no segundo semestre deste ano. Caso o ritmo de exportações e importações brasileiras no atual ano safra 2017/2018 (março de 2018 e fevereiro de 2019) siga próximo ao verificado na parcial de março a maio, os estoques de passagem devem sofrer forte recuo ao final desta temporada. Considerando exportações de 1,250 milhão de toneladas (base casca) nesta safra 2017/2018 e importações de 1,050 milhão de toneladas (base casca), os estoques finais cairiam para menos de 300 mil toneladas, suficientes para menos do que 10 dias de consumo interno.Fonte : Cogo Consultoria