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CHARBEL NEWS

Soja

Preços indefinidos dos fretes paralisam o mercado

06/06/2018 - 8h44

Preços indefinidos dos fretes paralisam o mercado da soja, e não  é muito diferente em outros produtos . Charbel Felipe 

Preços indefinidos dos fretes paralisam o mercado

A indefinição em torno da tabela de valores mínimos para o frete continua travando as negociações de soja no País. O problema é que tem a tabela mínima, mas há excesso de caminhões. O mercado não sabe como vai operacionalizar isso. Na maioria das regiões, não há indicações de preços para a soja, mesmo com o fim da paralisação dos caminhoneiros, que também travou os negócios na semana passada e na anterior. O mercado está tentando achar em que bases vai trabalhar, já que o frete é um dos principais custos para a soja. Os contratos futuros de soja fecharam em direções opostas na Bolsa de Chicago, mas perto da estabilidade, nesta terça-feira (05/06). Investidores seguem atentos aos desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e China. O vencimento julho avançou 0,50 cent (0,05%) e fechou a US$ 10,01 por bushel. O dólar fechou em alta de 1,78%, cotado a R$ 3,81, o mais alto patamar desde março de 2016.

 

Em Goiás, na região de Rio Verde, o mercado está parado e sem indicações. Porém, essa imobilização nos negócios não deve atrapalhar, por enquanto, os embarques de soja ao exterior, pois as tradings têm estoques nos portos. A expectativa é de que a situação deve se resolver rapidamente, garantindo o cumprimento de contratos. Em Mato Grosso, o setor é contrário ao tabelamento do frete e a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) estuda questionar na justiça a Medida Provisória negociada pelo governo para acabar com a greve dos caminhoneiros. A ideia é que o frete deve ser regulado pela oferta e demanda. No Paraná, a expectativa é de que o setor produtivo e as empresas transportadoras cheguem a um consenso para a retomada da comercialização. A comercialização deve ficar estagnada até que a questão do frete seja definida. No Rio Grande do Sul, o mercado também está parado. Não há compradores. Nos últimos sete dias, não há registro de negócios. Fonte:  Cogo Inteligencia em Agronegocios